Domingo, dia 12 de Outubro de 2008
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil
Evangelho de João 2,1-11
dia em que celebramos Nossa Senhora Aparecida, a Igreja recorda em sua liturgia, as Bodas de Caná. A narrativa começa assim: Houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados. Faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm vinho!
A partir daí Maria sai de cena, porque as atenções do texto evangélico passam a concentrar-se em Jesus. Mesmo assim, não se pode subestimar o papel de Maria, co-protagonista no primeiro milagre que ele realizou, como manifestação do amor misericordioso de Deus.
Sua condição de Mãe de Jesus, sua maternidade passam para um segundo plano. Destaca-se, sim, sua adesão pessoal e sua confiança radical em Jesus. A transformação da água em vinho de qualidade, simboliza os tempos messiânicos, tempo de alegria pela salvação operada por Deus.
Por outro lado, Maria conduz os discípulos à fé em Jesus: “Façam tudo o que ele mandar!”. Ela os estimula a assumir uma postura de acolhida obediente aos ensinamentos de Jesus, desempenhando uma função pedagógica e orientadora. Ensina-os a serem servidores e amigos de Jesus, perfeitamente sintonizados com ele.
A postura de Maria é uma luz para a comunidade. Sua dupla atenção, a Jesus e ao que acontecia a seu redor, permitiu-lhe intervir a favor de um casal de noivos em apuros. Como Maria, o discípulo deve ajudar as pessoas a abrirem o coração para a fé.
Que o exemplo de Maria toque fundo em nós, transformando-nos em discípulos missionários de Jesus, possibilitando-nos conduzir muitas outras pessoas a crerem em Deus.
Pe. Francisco de Assis Wloch
Pároco e Reitor da Catedral
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A presença da mãe de Jesus
Maria, como mãe de Jesus, o Filho de Deus, é revestida de imensa glória. Sua proximidade do Filho permite que seja um apoio para nossa fé. Maria nos conduz a Jesus. Pois é a si próprio que Jesus chama a todos para segui-lo como discípulos.
O evangelista João fala sempre em "a mãe de Jesus", sem dizer seu nome. "Mãe", com seu sentido de origem do ser, representa a maternidade universal e divina de Maria, gerando para a vida eterna. A nossa piedade vê, neste evangelho, o importante papel de Na. Sra. no projeto salvífico de Deus. Ela é sensível às nossas necessidades, e intercede por nós junto a seu Filho. E Jesus atende aos apelos de sua mãe. Em Ester (primeira leitura) a tradição encontrou uma similitude com Maria: ela intercede junto ao rei por seu povo. No Apocalipse, a mulher celestial que dá à luz um filho homem (segunda leitura), também encontramos uma alusão à Maria. Aqui podemos, ainda, ver uma referência à Igreja, na terra, perseguida pela Serpente.
No evangelho de João temos uma simbologia abrangente. Jesus está inaugurando seu ministério. Nele encontramos algo extraordinariamente novo, que extrapola as expectativas e observâncias do judaísmo. Na tradição profética, a Aliança de Deus com seu povo é apresentada como uma núpcias. Nesta narrativa de João, a festa de núpcias não oferece vinho suficiente. Haviam seis talhas de pedra, vazias, destinadas às purificações rituais dos judeus, que foram preenchidas com água. A água de purificação não é solução. É preciso transformá-la. A atual prática do judaísmo deixa a desejar. A mãe de Jesus percebe o problema. Com seu simbolismo, João não pretende realçar a relação amorosa, mãe-filho, mas sim a relação de maternidade entre Maria e a humanidade. Jesus afirma que não é a "sua hora", a hora de sua glorificação na cruz, que consagra uma vida toda dedicada à renovação do mundo pelo amor, até o fim, sem temer a morte. Contudo Jesus resolve sinalizar sua "hora", e associa a água, fonte da vida, ao vinho, fonte de alegria! O amor de Jesus liberta da Lei e gera vida e alegria.
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Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil
Comemoramos neste dia 12 a Solenidade da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem foi encontrada no Rio Paraíba pelos pescadores da região no ano de 1717, o vigário de Guaratinguetá na ocasião era o Padre José Alves Vilela (1715 a 1745). No início, a pequena imagem da Senhora da Conceição foi levada para a casa de um dos pescadores, Filipe Cardoso. Em 1737, foi edificada num oratório e prestavam-lhe culto os moradores das redondezas. Em 1745 foi construída uma igreja em sua homenagem. Em 24 de Junho de 1888, o templo foi solenemente benzido e, hoje, é chamado de "básilica velha". A monumental basílica actual foi consagrada pelo Papa João Paulo II no dia 04 de Julho de 1980. Desde os primeiros cultos dedicados a Nossa Senhora pelos pescadores (oração do terço e outras devoções) até nossos dias, os peregrinos jamais cessaram de depositar aos pés da Virgem Aparecida as suas súplicas, dores, sofrimentos e alegrias. Foi em 28 de outubro de 1894, como padres capelães e missionários de Nossa Senhora Aparecida, que chegaram os primeiros padres e irmãos redentoristas, vindos da Baviera, a convite pessoal de Dom Joaquim Arcoverde, então Bispo de São Paulo. Daí em diante os filhos de Santo Afonso têm prestado assistência religiosa às multidões de romeiros que visitam o Santuário. Actualmente, são milhões os romeiros que se dirigem à cidade de Aparecida do Norte, a fim de agradecer e pedir graças.
Os triunfos da "Senhora Aparecida" começaram com as romarias paroquiais e diocesanas. A primeira realizou-se a 08 de Setembro de 1900, com 1200 peregrinos vindos de comboio, de São Paulo, com o seu bispo. Hoje os romeiros são milhões vindos de todo Brasil e dos países vizinhos. No dia 08 de Setembro de 1904, na presença do Núncio Apostólico, de 12 bispos e de uma grande multidão de peregrinos do Rio, São Paulo e das cidades do Vale do Paraíba, o bispo de São Paulo, Dom José Camargo Barros, coroou solenemente a veneranda Imagem com a preciosa coroa oferecida pela Princesa Isabel. No ano de 1929, no encerramento do Congresso Mariano, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada a Rainha do Brasil, sob invocação de Aparecida.
Foi em 31 de Maio de 1931 que, a imagem aparecida foi levada ao Rio, para que diante dela, Nossa Senhora recebesse as homenagens oficiais de toda a nação, estando presente também o Presidente da República, Getúlio Vargas. Nossa Senhora foi aclamada então por todos "RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL". A devoção do povo brasileiro a Nossa Senhora, a peregrinação da Padroeira por toda a Pátria, a abertura de vias rápidas de condução e uma equipe especializada de sacerdotes e irmãos coadjutores puseram a Aparecida entre os maiores centros de peregrinação do mundo.
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Leituras
Primeira leitura
Leitura do Livro de Ester 5,1b-2;7,2b-3.
Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada.
Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro.
Então, o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”.
Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida - eis o meu pedido! – e a vida do meu povo – eis o meu desejo!
Responsório
Livro de Salmos 44(45) Fx 8
Escutai minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!
Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem; é vosso Senhor!
O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores. Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro.
Em vestes vistosas ao Rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo; entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real.”
Segunda leitura
Leitura do Livro do Apocalipse de São João Ap 12, 1.5.13a.15-16a.
Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.
E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono.
Quando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino.
serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir.
A terra, porém, veio em socorro da mulher.
Evangelho
Segundo S. João 2, 1-11
Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente.
Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento.
Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.
Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.
Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.
Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca.
Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram.
O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.
O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!”
Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.
fonte
www.arquifln.org